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Quem
visita Belém não pode deixar de conhecer o famoso mercado a céu aberto. É lá que a
cidade acorda há mais de três séculos, com a chegada dos barcos bem cedinho. O nome
surgiu quando os portugueses resolveram cobrar impostos de tudo o que entrava e saía da
Amazônia. Para isso, criaram, em 1688, a casa do Ver-o-Peso. Apesar de parecer um grande
varejão, a mistura de cores, cheiros e objetos é muito interessante, além de
folclórica. Ali, encontram-se ervas medicinais e para banhos recomendados pelas
mandingueiras, frutas regionais dos mais diferentes sabores, artesanatos, utilidades
domésticas, carnes, peixes e temperos. Do complexo Ver-o-Peso, fazem parte o mercado de
peixe e o da carne, todo em ferro importado da Inglaterra. À primeira vista, a impressão
não é das melhores, mas vale a pena reparar nos detalhes das colunas e das escadas. Lá,
as carnes ficam penduradas por ganchos. Com 26.500 metros quadrados, o Ver-o-Peso reúne 2
mil barracas e camelôs por toda a parte. Hoje, o mercado é o entreposto comercial de
Belém, onde barcos chegam às docas trazendo produtos do rio e da floresta, que depois
serão vendidos nas barracas amontoados no pátio junto do mercado de peixe. Em uma manhã
é possível conhecer tudo. Não se espante, caso seja puxado por alguns dos vendedores,
eles querem apenas mostrar e oferecer seus produtos.
Por isso a Cabano Engenharia Está disponibilizando várias imagens de diversas épocas que contam um pouco da história do Ver-o-Peso.
![]() Destaque em primeiro plano, o Necrotério Público, inaugurado em 1899, pelo senador Antônio Lemos,ao fundo observa-se o Mercado de Ferro. |
![]() O nome Ver-o-Peso teve origem na época colonial, quando na área funcionava a Casa do Haver-do-Peso, onde era pesada a mercadoria vinda do interior, para a cobrança de impostos devido à Coroa. Na foto, uma visão panorâmica tomada da baía. |
Vista da facahada do Marcado de Ferro pelo Boulevard da República. |
![]() Vista do Mercado de Ferro, do Forte do Castelo. |