Necessidade de Sistema de Climatização Melhor Projetados, Operados e Mantidos

    Os Estados Unidos têm um gasto de US$ 10 bilhões por ano com pessoas que se afastam do trabalho para realizar tratamento de saúde. No Brasil, muitas empresas de São Paulo estão investindo entre R$ 400 mil e R$ 500 mil/ano para evitar gastos maiores a esses valores em planos médicos ou com afastamento de funcionários por motivos de saúde.
    O alvo do empresariado para ganhar a guerra contra as doenças, principalmente, as de cunho respiratório, são os aparelhos de ar condicionado. "Está comprovado que os dutos dos sistemas de climatização são verdadeiras moradias de fungos, bactérias, ácaros, pêlos e acúmulo de pó que, através da ventilação infectam as pessoas que recebem esse ar". city1.gif (7783 bytes)
    O problema com os dutos são antigos, mas só veio à tona após ter incluído, no ano passado um nome ilustre entre suas vítimas fatais, o do então Ministro das Comunicações, Sérgio Motta. Ele foi contaminado pela bactéria Legionela, principal responsável pela deterioração da qualidade do ar de edifícios mal conservados. A partir de então, o governo federal, através do Ministério da Saúde, resolveu estabelecer, por lei, um rigoroso código de proteção da qualidade do ar do ambiente.
    "A portaria 3523, de agosto de 1998, estabelece regras para esse procedimento", acrescentando-se que  a SÍNDROME DOS EDIFÍCIOS DOENTES provém da falta de hábito da limpeza do sistema de climatização no País, as Resoluções RE 176 de 24 de outubro de 2000 e RE 09 de 20 de janeiro de 2003 estabelecem parâmetros para análise da qualidade do ar interior. No entanto mais  importante que a força da lei sobre o assunto, é a consciência de responsáveis por locais públicos da limpeza periódica. "Isso é uma questão de saúde pública e como tal deve ser tratado". Muitas vezes os projetos e as execuções não consideram o fator da qualidade do ar interior como importante, e assim pode-se desde a concepção do sistema climatização apresentar problemas como má distribuição do ar, temperaturas e umidades relativas fora da faixa de conforto, movimentação do ar insuficiente ou   muito elevada etc. que fatalmente concorrerão para o agravamento da sistuação.

AR DOENTE
    O Médico do Trabalho Gualter Nunes Maia prevê dias difíceis para as empresas brasileiras com sistema de ar condicionado central. De acordo com as novas normas do Ministério da Saúde, as multas chegarão a R$ 14 mil para os responsáveis pelos chamados "edifícios doentes", em que a contaminação microbiológica do ar provoca desde simples dores de cabeça até problemas respiratórios graves.

APARELHOS DE AR COMO DIMINUIR RISCO DE DOENÇAS
    Limpeza de condicionadores e aparelho de filtragem são eficazes na busca do ar mais puro, livres de bactérias e fungos.
Os pulmões e todo o aparelho respiratório das pessoas que trabalham em prédios refrigerados estão mais protegidos de doenças causadas por fungos e Prédio Climatizadobactérias, que encontram nos aparelhos de ar condicionado o ambiente propício para se propagarem e transmitirem diversas doenças.
    Já existe uma lei de controle do uso aparelhos de ar condicionado, que serão submetidos à manutenção permanente para que o ar respirado em edifícios públicos e privados não se torne fonte de doenças que atingem principalmente as vias respiratórias.
    Através de uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde,   determinou que os aparelhos de ar condicionado sejam submetidos à rigorosa fiscalização para serem considerados aptos a funcionar. O próprio Ministérioo   admitiu que a portaria foi aprovada no contexto do debate em torno da doença pulmonar que matou o ministro Sérgio Motta. Mas o perigo não está restrito a ambiente dos chamados "edifícios doentes", grandes prédios chamados assim por especialistas por manterem um ar viciado, sem renovação. O aparelho não-controlado é o ambiente ideal para a propagação de microorganismos que precisam de umidade, alimento e escuridão.

BACTÉRIA, FUNGOS E ÁCAROS: O GRANDE PERIGO PARA O PULMÃO.
    Uma das principais doenças causadas por falta de manutenção do ar, a Legionelose, Legionaires Desease, em inglês, é transmitida pela bactéria Legionella Pneumophila identificada em 1976, na Filadélfia, nos EUA, durante uma convenção de Legionários em que 221 pessoas contraíram a doença e 34 morreram. A bactéria estava nos reservatórios do ar condicionado. No pulmão das pessoas encontraram as condições perfeitas para proliferarem e causarem infecção em determinados casos.
Infectologistas atestam que no Brasil a Legionella é mais disseminada do que se supunha há alguns anos, principalmente nos grandes centros urbanos. E é nos chamados "edifícios doentes" que ela se concentra. A Legionella, juntamente com fungos, é apenas um dos microorganismos que habitam sistemas de ar condicionado sem manutenção.
Segundo o engenheiro Fábio Leite Pinto, especialista em qualidade do ar e dono da empresa Indoor Air Quality, Projeto e Instalações LTDA, Muitas ciaddes do Brasil têm condições climáticas consideradas muito favoráveis para a criação de microorganismo: umidade relativa do ar elevada e temperatura alta.  A higiene e a limpeza são as armas mais eficazes no controle do ar e no combate às doenças que surgem da respiração de ar contaminado - diz Fábio Leite. Ele acrescenta que o problema não é apenas dos edifícios doentes ". Alguns desses, como o da Petrobrás e do BNDES, no Rio, têm janelas lacradas, que não podem ser abertas a não se por profissionais. A renovação do ar nesse tipo de prédio é quase nula já que o ar condicionado resfria o ar mas não o renova". Dentro de casa, os aparelhos de ar condicionado representam menos perigo, mas também não são inócuos. - O ar de casa não é tão problemático porque há troca e renovação com a abertura bastante freqüente de janelas. A casa costuma ser ventilada durante grande parte do dia - atesta o engenheiro, que aconselha a limpeza freqüente da grade, do filtro e da bandeja do ar.

ALÉRGICOS PRECISAM AUMENTAR OS CUIDADOS
Os médicos alergistas, como Fernando Sion, alertam para o ambiente ideal na casa de pessoas com tendência a alergias respiratórias: forrar o colchão travesseiros e almofadas com plástico fino; passar pano úmido com álcool sobre o plástico do colchão e travesseiro diariamente; substituir cortinas de tecidos pôr black-out ou persiana de plástico; substituir o carpete pôr um piso que possa ser limpo com um pano úmido todo dia. -É bom que as mães levem os filhos para parques e praças pois o lugar que mais junta poeira é a própria casa - diz Leite Pinto.

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