Palacete Bolonha
O Palacete Bolonha e sua
vila são um dos maiores exemplos da intensa urbanização de Belém, no período da
borracha, ao final do século XIX e início do século XX. Por volta de 1905, o engenheiro
Francisco Bolonha iniciou a construção do Palacete que lhe serviu de residência, e da
vila, onde moravam outros membros da família. Um presente do
engenheiro Francisco Bolonha para a sua esposa Alice Tem-Brink, em 1905, hoje faz parte do
patrimônio histórico da cidade. Construído com os diferentes materiais utilizados na
época, tem um estilo eclético, o prédio demonstra a preocupação das elites
locais com o luxo e com o belo, símbolos da modernidade e da almejada civilização. Nele encontramos art-noveau, elementos neoclássicos, góticos barrocos.
A cobertura foi feita à "la Masard", com telhas pintadas de forma a
proporcionar um bonito jogo de cores à distância.
Francisco Bolonha nasceu em Belém, em 22 de outubro
de 1872. Iniciou seus estudos na mesma cidade, mas cursou Engenharia na Escola
Politécnica, no Rio de Janeiro. Em 1900, visitou a França e foi bastante influenciado
pela arquitetura parisiense.
O engenheiro Francisco Bolonha foi contratado pela
Intendência Municipal (Antônio Lemos) e pelo Governo do Estado (Augusto Montenegro) para
construção de obras marcantes na cidade: Mercado de Carne "Francisco Bolonha";
Bar do Parque; Palacete Júlio Andrade (Gov. José Malcher / com Joaquim Nabuco; Complexo
de Fornecimento de Água no Utinga / Lago Bolonha; Prédio do Jornal "Folha do
Norte" - hoje "O Liberal"; Reservatório "Paes de Carvalho",
popularmente conhecido como "Três Panelas Vazias" (1º de março com Rua Ó de
Almeida, demolida).
Nova Vila Bolonha
O Projeto "Nova Vila Bolonha"
abrange a restauração do Palacete e a revitalização do terreno vizinho. O Espaço
será utilizado como espaço multi-uso, com anfiteatro, praça, estacionamento e salas
para exposições. Além disso, o projeto vai recuperar a fachada da Vila Bolonha, o
calçamento e a iluminação pública.
"A Nova Vila Bolonha" pretende resgatar não só o valor arquitetônico, mas
principalmente o valor afetivo e referencial que esta área representa à comunidade. Por
isso, a Prefeitura buscou o apoio dos moradores na implementação do projeto, a exemplo
do que ocorreu com a Sociedade Médico Cirúrgica do Pará, que restaurou o prédio que
hoje abriga o Palacete dos Médicos.
